segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ANATOMIA DO TRANSTORNO DISSOCIATIVO DE IDENTIDADE

Eu sou Cristina.
Mariana é Vicky.
Curitiba não é Barcelona.
Juan Antonio é um pseudo intelectual auto-destrutivo.
Eu sou Maria Elena.
Mariana é Vicky.
Curitiba não é Barcelona.
Manga tem caroço.
Oviedo não é Campo Largo.
Carlos é Doug.
Eu sou Julio.
Mariana é Vicky.
Curitiba não é Barcelona.
Eu sou Maria Elena.
Mariana é Vicky.
Felipe é Cristina.
Juan Antonio não é Julio.
Eu sou Cristina.
Mariana é Vicky.
Milk Shake é de chocolate.
Curitiba não é Barcelona.
Eu sou Juan Antonio.
Felipe é Maria Elena.
Mariana é Vick.
Carlos é Doug.
Manga é morta.
Doug é vivo.
Mariana é Vicky.
Curitiba é morta.
Maria Elena é morta viva.
Juan Antonio é vivo.
Milk Shake é morto.
Cristina é viva.
Morta. Viva.
Vivo é onze.
Morto é quinze.
(E se não pegar o morto paga cem.)
Maria Elena diz:
"Mariana não é Vicky. Mariana é Dr. House. E também não confio em Mariana, seus olhos têm mais de uma cor."

Um comentário:

Ulisson disse...

Eu já tive aspirações poéticas e acabei deixando esse lado, de lado. Fiz isso porque a poesia na minha vida estava sempre ligada à dor, e como eu cansei de senti-la, parei de poetar (sim, eu inventei esse verbo).

Esse poema tem uma cara dissimulada, como se dissesse uma coisa, mas quisesse dizer outra. Acho que tem a ver né, já que é relacionado ao problema da dissociação de identidade.

Dava uma bela análise pra uma aula de literatura... hehehe. (Exagero? Nah)